O ESQUILO
Estrelinha é o nome de um esquilo.
Ele gosta de mastigar castanhas.
Como seus dentes são fortes!
Estrelinha esconde alimentos para o inverno.
Outro dia ele achou um espelho.
Ficou muito espantado quando viu sua cara no espelho.
Estrelinha gosta de escutar o canto dos pássaros.
Minha interpretação:
Ele era forte, mas provava isso só para os outros, mastigando exageradamente a castanha.
Guarda-se temeroso do inverno, escondido assustou-se de ver a face "forte" no espelho, que já havia esquecido.
Brilhava Estrelinha... longe, porém o brilho de uma estrela na escuridão do céu.
Gostava de ouvir os pássaros, os moradores do vento. Que voam acima da terra, que libertaram-se das amarras, que voam longe do inverno e já não o temem. Que cantam a beleza da vida, enquanto ele escuta o momento, medroso. O momento agora mas de uma outra espécie.
True Moon
Everyshit has it darkside
terça-feira, 28 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
dia branco
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Melado e Batatas
Over The Garden Wall
Só é preciso um pouco de melado com batatas.
As vezes nos tornamos gorilas para conquistar aquilo que prometemos de coração
Mas uma boa música resolve toda a questão
Grandes ombros pesam nossas costas
Quando apenas a inocência de uma criança, que sonha com o mundo melhor por nenhuma resposta, canta a melodia de nossas magoas, sem querer, reabrindo nossos corações da cegueira.
Só é preciso um pouco de melado com batatas.
As vezes nos tornamos gorilas para conquistar aquilo que prometemos de coração
Mas uma boa música resolve toda a questão
Grandes ombros pesam nossas costas
Quando apenas a inocência de uma criança, que sonha com o mundo melhor por nenhuma resposta, canta a melodia de nossas magoas, sem querer, reabrindo nossos corações da cegueira.
sábado, 21 de março de 2015
dor no dente
Dor no dente. Qualquer coisa que eu faça alivia, mas não resolve. A resolução é o controle, esse controle é a ideia sobre dor e os acidentes suas causas.
Evita-la resolveria... mas a dor não é resolução ela é dor.
O doer enraizado na gengiva dói. Doer amargo e dali onde sei, onde a dor tem uma casa, e pelo que escrevo.
coisas que penso no ônibus
ô mania de transformar tudo em palavra...
Evita-la resolveria... mas a dor não é resolução ela é dor.
O doer enraizado na gengiva dói. Doer amargo e dali onde sei, onde a dor tem uma casa, e pelo que escrevo.
coisas que penso no ônibus
ô mania de transformar tudo em palavra...
segunda-feira, 16 de março de 2015
pra que tanta curva
Desperdício é o passo depois da ideia primeira,
desperdício é a envergadura moral, desperdício é buscar, buscar, buscar o
eterno amor que já tem inicio aqui donde dele sei. O caminho indireto para
aquilo que nunca vou poder capturar, ter de novo a sensação desse sublime
intraduzível, é um caminho prolongado de insatisfações e desespero. O prazer de
objeto corpóreo, torna fixa e distante a linha que o caracteriza ideal, o
interior de uma vida eterna, que em pranto acaba tão cedo. Deus é o culpado
pelo pouco tempo que a vida do homem tem para tornar real este sonho, sonho de sexo, fome e sede.
Me cobre de poeira a carreta esferográfica, mas, ademais,
sou no pó. Eles, os homens da corrida e do estável exuberante, retumbam no
patamar escolhido de um absoluto orgulho bestial babando, com tal bravura cercando
palavras de realidade, transportando-se projeções de si sobre as esferas da
angustia, e do simplesmente nada inobjetivável.
Céu nominado, que sinônimo és tu, retardado, sobre a
exigente excelência de um bem pensar de olho cruzado. Quis saber por onde
começas, e onde no inicio já havia eu pobre acabado, do corpo vertiginoso, das
pernas dormentes, na gravidade em terra calado.
Que tecido inexorável carrega uma certeza afirmada,
gaguejando entre as vírgulas e lacunas de um bem supremo que, na curva do vento,
no pobre alimento, a solidão mesquinha de meu pequeno quarto, realiza entre os
pequenos desejos, movimento espiritual de um querer de só sede, depois do
umedecer e a secura, a pura contemplação de nada.
O tremor que soa frio carrega meu silêncio, sou eu
prisioneiro de um primeiro passo sem nome. Angustia.
Com que bravura castiga o sofrimento guardado e
aguardado, sem nome e de vidro, qual assombra em realidade o covarde, este que
sente como se fosse a forma de um sábio, por tornar da chuva um algo.
Um tanto de coragem menos um pouco de covardia, a fórmula do pensamento.
Um tanto de coragem menos um pouco de covardia, a fórmula do pensamento.
O caos é o vicio que permite a vida.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
preguiça feliz
É engraçado como minha preguiça é uma arte. Nela sinto mais que no estado do esforço lógico. Começo pensar que todo sentimento é real, se fizer parte de nós por dentro.
Civilização dum sistema almejado, um amor cristalizado. Que insiste na dor manifestada pelo anterior incapaz e sonhar ainda que finito. De criar ainda que no que não é matéria.
O controle e a coragem. É o não medo de pisar no escuro, por uma certeza evaporada, e a estratégia inerente da percepção planetária, que ai torna fixa e neuronal os movimentos, e os para onde.
Cresci querendo estar lá. Cresci querendo ganhar, aprendi a querer ser lembrado... Tempos perdidos em derrotas. Quem pendura um troféu da derrota na sala, no quarto, na cara. Sofrer é tristeza e loucura. A vida é longa e para ser vivida com intensidade e fragrância, mas porque o nome de tudo tem que ser felicidade? O sulco da fruta amarga que vibra densa de desgosto, talvez seja na periferia a unica realidade, pois é tendencia do rico ganância levar para ele toda a identidade, todo o mundo. Até as pedras.
Não compartilho dessa tua refeição que intoxica e mata gente na escuridão da inconsciência mórbida de um corpo cadáver e apedrejado por si mesmo na tristeza irrelevante e causa de nossa culpa
Mas talvez o cata clisma seja resultado da pedra preciosa que deixamos de lado, ou que retiramos como um todo pra deixar guardado.
Civilização dum sistema almejado, um amor cristalizado. Que insiste na dor manifestada pelo anterior incapaz e sonhar ainda que finito. De criar ainda que no que não é matéria.
O controle e a coragem. É o não medo de pisar no escuro, por uma certeza evaporada, e a estratégia inerente da percepção planetária, que ai torna fixa e neuronal os movimentos, e os para onde.
Cresci querendo estar lá. Cresci querendo ganhar, aprendi a querer ser lembrado... Tempos perdidos em derrotas. Quem pendura um troféu da derrota na sala, no quarto, na cara. Sofrer é tristeza e loucura. A vida é longa e para ser vivida com intensidade e fragrância, mas porque o nome de tudo tem que ser felicidade? O sulco da fruta amarga que vibra densa de desgosto, talvez seja na periferia a unica realidade, pois é tendencia do rico ganância levar para ele toda a identidade, todo o mundo. Até as pedras.
Não compartilho dessa tua refeição que intoxica e mata gente na escuridão da inconsciência mórbida de um corpo cadáver e apedrejado por si mesmo na tristeza irrelevante e causa de nossa culpa
Mas talvez o cata clisma seja resultado da pedra preciosa que deixamos de lado, ou que retiramos como um todo pra deixar guardado.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Não desejo sim
Pela minha solidão eu amo. Estou sozinho por estarmos separados.
A luz dos postes correm como a falência de minha alma.
Meu objetivo é sorrir... e carregar com atenção no peito minhas escolhas. Mas minhas escolhas tão pouco absolutas quanto minha condição humana
O otimismo que não questiona o final, é o mesmo que ignora as possibilidades. Quais são as nuances assustadoras que podem me roubar a felicidade num só instante, como o princípio, como a infância.
E não só a felicidade que compra, mas a perspectiva que a primavera carrega consigo, no vento de seus aromas.
Talvez a figura que agora se estabelece moldurando minha consciência sonha em justificar a tristeza inevitável que me corrói o animo. Sou, no fundo, e com pouca propriedade afirmo, a questão que lhe torna amante e a mim um pensador.
Como se a vida estivesse entre o espaço do limite e o espaço da morte... Num tempo de gasto de energia, de limite da minha intenção, da cristalização da vontade, da expansão criativa. O grito da garganta, as moléculas em frenesi e calor, o colapso supernova. O vulcânico e a chama bruxuleando, e a mão da arma do destino incinerando, campos e campos de uma agricultura em fogo.
Escuto as vozes por ai. Nada prometo, nada obrigo. Espero assim não conhecer alguém, mas estar feliz ao teu lado.
Não sou de nada, não ofereço. Mas se me pedes, conversaremos sobre o que é nosso. Meus amigos são minha vida e meu silêncio.
Quero ser um artista,
transpiro arte e no espaço dedilho as constelações sublimes dos meus sonhos
mas se quiser falar de nós, sente-se aqui no chão do meu lado e falaremos de qualquer coisa.
Talvez se eu fosse um magnânimo lutador os olhos da beleza perfeita olhassem pra mim com sede
A beleza perfeita que é uma comida
bem mastigada. Uma realidade bem estipulada, que luta pra apagar a si mesma, e as tristezas de saber de si como um nada.
O tristeza linda que é a saudade de você.
Solidão insegura que me faz ressuscitar transmutados monstros antigos pois o futuro enegrece oprimido em meu horizonte rarefeito, dissolvendo, do inerte não sentir, da falta de vontade de amar.
Mas que amor tão ilustre que insiste e exige todo o meu folego. Quieto confortado, pela lucidez de qualquer consciência, mesmo que me custe ti e a esperança, que da abrigo ao leproso, prefiro ser peregrino à mentira do bobo eterno feliz.
Não roubo teu espaço
cão desesperado da vida conquista
não te roubo nada
Só me deixe um pequeno de lugar
pra poder sorrir quando eu estiver sorrindo
A luz dos postes correm como a falência de minha alma.
Meu objetivo é sorrir... e carregar com atenção no peito minhas escolhas. Mas minhas escolhas tão pouco absolutas quanto minha condição humana
O otimismo que não questiona o final, é o mesmo que ignora as possibilidades. Quais são as nuances assustadoras que podem me roubar a felicidade num só instante, como o princípio, como a infância.
E não só a felicidade que compra, mas a perspectiva que a primavera carrega consigo, no vento de seus aromas.
Talvez a figura que agora se estabelece moldurando minha consciência sonha em justificar a tristeza inevitável que me corrói o animo. Sou, no fundo, e com pouca propriedade afirmo, a questão que lhe torna amante e a mim um pensador.
Como se a vida estivesse entre o espaço do limite e o espaço da morte... Num tempo de gasto de energia, de limite da minha intenção, da cristalização da vontade, da expansão criativa. O grito da garganta, as moléculas em frenesi e calor, o colapso supernova. O vulcânico e a chama bruxuleando, e a mão da arma do destino incinerando, campos e campos de uma agricultura em fogo.
Escuto as vozes por ai. Nada prometo, nada obrigo. Espero assim não conhecer alguém, mas estar feliz ao teu lado.
Não sou de nada, não ofereço. Mas se me pedes, conversaremos sobre o que é nosso. Meus amigos são minha vida e meu silêncio.
Quero ser um artista,
transpiro arte e no espaço dedilho as constelações sublimes dos meus sonhos
mas se quiser falar de nós, sente-se aqui no chão do meu lado e falaremos de qualquer coisa.
Talvez se eu fosse um magnânimo lutador os olhos da beleza perfeita olhassem pra mim com sede
A beleza perfeita que é uma comida
bem mastigada. Uma realidade bem estipulada, que luta pra apagar a si mesma, e as tristezas de saber de si como um nada.O tristeza linda que é a saudade de você.
Solidão insegura que me faz ressuscitar transmutados monstros antigos pois o futuro enegrece oprimido em meu horizonte rarefeito, dissolvendo, do inerte não sentir, da falta de vontade de amar.
Mas que amor tão ilustre que insiste e exige todo o meu folego. Quieto confortado, pela lucidez de qualquer consciência, mesmo que me custe ti e a esperança, que da abrigo ao leproso, prefiro ser peregrino à mentira do bobo eterno feliz.
Não roubo teu espaço
cão desesperado da vida conquista
não te roubo nada
Só me deixe um pequeno de lugar
pra poder sorrir quando eu estiver sorrindo
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