True Moon

True Moon
Everyshit has it darkside

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O orgulho é um idiota / sofrimento de graça

Vou fazer o que? Não posso odiar pra sempre...
O orgulho é idiota, nos priva de quem mais imaginamos, e cobre nossos amores de ódio.

Tenho certeza que te odeio, e que diferença isso faz
pra mim ou pra você?

Talvez dai persevere uma ideia teimosa
Que só vai me afastar, que só vai me engolir.
Como uma daquelas casas religiosas
Vou estender um altar pra essa coisa negra
E à ele vou oferecer minhas energias

E por que ainda não entendo? 
Há realmente o que 
entender nessa dor?
Senti-la não é o suficiente?
Como se meus pensamentos
desejassem se aprisionar num momento,
e cria-lo até que cresça, até que tenha
7 cabeças, pra dar um grande sentido
pra uma coisinha de nada.

E, então, quando darei para isso
um fim? Quando eu chorar? Quando
eu lembrar de você? Quando eu for até
ai e te condenar e te abraçar e me 
acertar contigo ou te matar?

Acho que a escolha já foi feita
agora é hora de dar uma prática para
isso, construir uma nova Roma sobre os
arrependimentos da anterior, aprender com
os erros, fortificar o castelo em união agora, e seguir os próprios sonhos.

terça-feira, 22 de março de 2016

memória tua



Um monte de papéis amassados dentro da minha mala...
Como memórias que gravei em papel, numa tentativa de tornar possível mais uma vez...
Memórias com as quais não soube direito o que fazer.. e as deixei ali esperando pra serem redescobertas, ter uma nova chance.. talvez.
Como seria bom se, assim como numa peça teatral, as emoções pudessem ser revividas... extraídas das palavras que tentam as descrever.
Porém, mesmo que eu queira com todas as forças, o passado deve ser revisto mas não revivido..
O passado nem adormece dentro de nós, não é como se tivéssemos pequenos lugares ocupados de lembranças.. um grande muro que viria a ser nossa identidade..
Na verdade o que importa ainda é.. Como diria renato russo: "o que foi escondido é o que se escondeu, e o que foi prometido ninguém prometeu."
Esse tal passado que nos perturba com amargor, nos atiça vingança.. todo isso que faz com que nos voltemos tanto para trás que esquecemos então de prosseguir, é o que chamamos de ilusão.
É bem confortável o pequeno espaço de uma ilusão, inclusive nem precisa se preocupar com mudanças, readaptações.. nada disso acontece ai.. no campo da ilusão tudo sempre é igual..
Só que, quando qualquer coisa passa a ser aquilo que você já espera.. dai nunca é..
a sensação de procurar os olhos de alguém e sempre encontrar uma mesma pessoa.. isso deve ser no mínimo insano..
A abertura de nós mesmos, numa vivência nova, possibilita que a gente se surpreenda.. com isso que nunca tinha sido visto até então.. e ai, quem sabe, amar mais uma vez..

"Quando te vi a primeira vez
Foi como te ver pela última vez
Pois, nossos olhos revelaram para ambos
Um instante inesquecível.

Recolheram-se no olhar as intenções mais verdadeiras
Entre nós revelamos, em palavras, nossos sonhos

Encontro que possibilitou a visão a enxergar a mais escondida das qualidades
Que me fez perceber os traços não da tua beleza, mas os traços da intenção do teu sorriso

E que agora me faz acreditar sem querer que nada mais pode ser assim tão real
porque, o que aconteceu, foi a melhor coisa possível..

Que sorte estranha te ver por aqui
Que sorte conhecer alguém tão especial em lugar nenhum

Tenho muito medo que você desapareça
Porque se esse mecanismo de defesa serve para algo,
deveria para proteger-me da tua ausência

Espero, em silêncio, tentando pensar
Mas tudo bem, eu vou ter calma.. não precisa gritar
Só não vejo muito sentido em continuar
quando apenas nós dois construímos tudo, e muito mais, do que pode-se imaginar

Uma nova lembrança boa... que eu compartilho
Uma nova maneira de reconhecer a existência... a partir do nosso envolvimento uma nova esfera, um novo sistema, um novo ar, um novo sabor, um beijo sem fim..

se bem guardado, que eu sei que ai está..
todo aquele dia, quando fui seu - sei que foi minha também
Um tempo sem contagem, um tempo sem fim.. daquilo que nos exigia a falar, daquilo que nos exige a ligar, a querer mais uma vez
Todo aquele dia é uma fotografia na parede da minha memória

Parece que falar de você nunca é o suficiente
Parece que não tem fim
Eu bem queria continuar pra sempre
Mas vou, por agora, dar um espaço só.. pra podermos nos encontrar de novo
e, dar razão, pro motivo desse grande amor.. que é maior do que meras palavras.. e o tempo.
"

quinta-feira, 17 de março de 2016

Dia livre, pra fazer alguma coisa

Os dias de liberdade são os melhores. (sem o martírio de um referencial persecutório. Sem a lamentação de uma história passada, uma posição fetal exclusiva, um cantinho feio pra arrumar o cabelo, pra se olhar no espelho, e acariciar o rosto, a ferida aberta de fora, a marca insistente do outro. Ruminação sem fim de eu mesmo. Cansei de mim hoje : estou aberto para não gostar disso tudo que insisto pra gostar tanto.)

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Náusea, vertigem à seco
estou doente e não posso me levantar
minha doença é um círculo pútrido que está pendurado em minha garganta
quando eu tento falar o hálito envelhecido exala o gosto vergonhoso de tecido sendo aos poucos alimento à criaturas nefastas, criaturas estúpidas, que são bacteróides.

porém, tenho a certeza, que aquilo que contamina-me não é da ordem do visível
estou mal do coração
ando me envolvendo em empreitadas estranhas, ruelas com becos sem saída, escuridão, piche, rebeldia, prédios antigos caindo os pedaços, guardando o suor de muita gente que acima dormem sonhando com nada, para dai na matina servir novamente de escravo
essas pequenas ambiguidades que me fazem tentar procurar saída pra isso, como se sai de uma novidade. Fazem-me observar que constantemente entre esses dois pólos, que observo agora febril, está balizada a realidade
que força precisa o espirito para lembrar de si esquecendo dai que é no consigo uma besta

Isto tudo trás-me junto a uma necessidade insana e perversa de destruir
quero que tudo vá pelos ares, num grito de desesperança, uma amostra de como já desacredito
hoje pago o preço da morte aqui definhando, o preço da impossibilidade de manter-se vivo muito tempo se matando

Só me envolvo com gente imunda, e a eles me identifico, somos porcos malfeitores, reconhece-se com inclinação aguda a virtude real: a maldade. Sou uma doença, expurgando. Sou uma doença, uma infecção, estou podre, estou decante, sou da cor do chorume, sou lixo. Não tenho força ou vontade, e neste ponto, na ausência de qualquer resposta inteligente, constato finalmente que minha doença é de fato almática, uma doença que nasceu dos meus atos, uma doença que na invalidez do meu corpo insiste para que eu observe o que em realidade tenho feito, mesmo que agora na loucura da febre me seja negado a visão clara de um passado, que exige certa beleza, para minha alma não curvar-se tão somente diante do grotesco e assim passar a venerar em fim somente a morte.

A autodestruição de suposto instinto mortal faz-me tentar o suicídio, bater contra o muro, partir teu corpo em dois, rasgar sua pele, te foder à seco pelo prazer dos gritos, te deixar ali esperando pelo controle. Pudera eu controlar teus reflexos, tornar teu suposto movimento voluntário numa extenção direta de minhas regras. Ciclo sem-fim de uma mesma coisa, quando se criam escapatórias nascem novas prisões. Agonizo debaixo do poço, decepcionado por um novo recomeço, que resmungo aos parentes mais preocupados com a sua própria vida, como eu desejo a sorte de ver-lhos mortos. Como desejo a sorte deles morrerem, e como sentirei inveja.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O que será que esqueci?

O que será que esqueci? Será que eu esqueci pra não lembrar? Lembrar seria ter de algo suportar?
O que não é deixou de ser, com a intenção subjetiva de tornar, e assim polir e deixar, o rememorável como único bom e sentido de vida (?
Então, pra que lembrar? Se for assim, se deixou de ser, como posso saber?
Será que eu esqueci? Pergunta, questão. De quem está em dívida, de quem tem um ainda à fazer.
O quem exposto aqui em palavras presentes, que de nenhuma forma confundem-se com as tuas, mesmo ditas num mesmo agora...
Bela é a leitura, que envia para tu, onde o você reconhece, com um tempinho de nós, este eu...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Coisas que escrevi quando pensei que sou retardado.

Imagine que assim eu usei tudo aquilo lá pra mim, imagine que só deu nó e o rapaz queria que você sentisse dó, então eu digo que só que bom, que bom, que bom, como diz você: uma carinha feliz querendo te conhecer. Parece que a evidencia pouca disso que falo pra mim mesmo me torna um otário. Não resta culpa se não aquela coitada, que viciada, não pode deixar de mostrar que seus mamilos endurecerão a qualquer toque, que suas pernas não tem maior serventia e valor do que dar pra qualquer um. E se eu falei que você não me respeitou, se te falei que você pra mim não foi a melhor escolha, então não pense que minha ausência será alguma coisa pra você, porque, indiferente, o que eu disse foi por mim, pelas feridas que há em mim. Entendo muito bem a  lógica de quem se faz de refém, é pra não enfrentar o maior dos perigos. Que medo maior então seria violado, atravessado, ultrapassado, quando eu fosse descoberto por mim no meio do não-permitido. Assim estaria só um pouco libertado, dessa lógica que exige sempre a boa educação, sempre antes de falar o que se passa: um com licença e um arquivo formal, para enviar e aguardar em silêncio se fosse assinado por quem espero. E você que aqui na cidade pequena, ainda acha que, mesmo com tanto dilema, encontraria resposta cordial o suficiente para teu andar, teu respirar até – te pergunto quantas vezes já andou do chão gelado no pé? -  teus lascivos desejos serão alguma coisa, teu insaciável prazer por comprar, o que intensifica na falta de cada dia - da vida mais ao contrário do ideal feliz-,  significará um grande quadro pintado com todas as cores em algum lugar. Obras estas de quem poderia, vish oxalá bruxaria, recriar mundos ou até, quem sabe, atravessar paredes. Vish, meu deus! Loucura!
Pobre país e vida simpática. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Quem você pensa que é?

Mas sabe o que me doeu o coração?!

Hei você, quem você pensa que é?
Teu nome por acaso é Pelé?
Pra falar comigo desse jeito..
Ou será, o efeito do que foi usado depois das 4 horas
Que te faz esquecer e apenas lembrar do que quer, daquilo que não se conta a ninguém
Mas mesmo assim, meu caro, te compreendo até agora e peço que me escute também...

Não, não, não
Tente me dizer assim
Com tua mão apontando pra mim
que a direita é consequência da esquerda
Pois já cheirei por ai uma direita sozinha, tirana
Que nos arranca até os ossos,
A pele e o nome

Então, onde foi parar a vida?
A ética da vida?
A vida em primeiro lugar para viver

Vida, vida, vida, vida
 A exigência para saber, para se ter, para ser...
E caso contrário não serei

Então, me conta uma história pra assim eu nascer